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13 Out 2012 - Por Auto Press

O aumento do IPI em 30 pontos percentuais para veículos importados de fora do Mercosul e do México restringiu as opções dos clientes de classe média-alta. Foi o caso dos utilitários médios. Os modelos que se enquadram na regra conseguiram se manter com preços competitivos, geralmente perto dos R$ 100 mil, mesmo em suas versões mais equipadas.

Os outros, se distanciaram de qualquer compra racional. É do que padece o Volkswagen Tiguan. Apesar de só ser vendido em uma versão, já com motor de 200 cv e tração integral, é só com todos os opcionais que ele se assemelha à maioria dos rivais. E, com eles, o de preço do utilitário produzido na fábrica alemã de Wolfsburg sobe bastante, o que diminui drasticamente a sua abrangência.

O preço inicial do Tiguan nem é dos mais caros. Ele parte de R$ 110 mil, ligeiramente inferior ao Kia Sportage e Hyundai ix35 nas variantes topo de linha. Mesmo assim, é significativamente superior aos rivais importados do México e que, portanto, não pagam o imposto extra. Chevrolet Captiva V6 e Honda CR-V EXL custam, quando mais equipados, por volta de R$ 100 mil.

Fora da redoma Mercosul e México, os dois que fogem da lógica são o Peugeot 3008 e o Toyota RAV-4, mas por razões diferentes: o primeiro é bem mais barato e o segundo muito mais caro. O francês custa R$ 96 mil, enquanto o japonês avança para R$ 137 mil. Já o Suzuki Grand Vitara, importado do Japão, vem na faixa dos R$ 90 mil.

O problema é que em um segmento de carros caros, na faixa dos R$ 100 mil, os clientes querem seu investimento recompensado com conteúdo. Logo, a lista de equipamentos precisa se distanciar do trivial. No caso do Tiguan, itens como faróis bi-xenônio com filetes de led, rádio com GPS, ignição por botão, banco do motorista com regulagem elétrica, teto solar e sistema de assistência de estacionamento só aparecem como opcionais.

E, quando todos estão juntos no mesmo pacote, a conta sobe para acima de R$ 130 mil. Ao menos, a lista de série já traz ar-condicionado de duas zonas, seis airbags, ABS, controle de estabilidade e de tração, rádio com monitor touchscreen, freio de estacionamento elétrico e bancos parcialmente revestidos de couro Alcântara.

Outro destaque é o conjunto mecânico. Composto pelo já conhecido motor 2.0 TFSI de 200 cv e 28,5 kgfm entregue na longa faixa de 1.700 e 5 mil rpm. Como a proposta do Tiguan não é de ser um carro esportivo, ele dispensa o rápido câmbio automatizado de dupla embreagem. O SUV recebe um tradicional automático de seis velocidades. Mesmo assim, a Volkswagen garante um zero a 100 km/h em 8,5 segundos e uma velocidade máxima de 207 km/h.

A pouca competitividade do Tiguan frente aos rivais se reflete claramente nas lojas. Em 2011, antes do face-lift que alterou principalmente a dianteira do modelo, o SUV tinha média de pouco mais de 400 unidades por mês. A reestilização e o aumento do IPI vieram praticamente juntos, no final do ano. Em 2012, o Tiguan acumula pouco mais de 380 emplacamentos mensais, na sexta posição do segmento. E em um dos nichos que mais cresceu nos últimos anos.

Ponto a ponto

Desempenho – O alto torque de 28,5 kgfm do competente motor 2.0 TFSI do Grupo Volkswagen está disponível no longo intervalo entre 1.700 e 5 mil giros. O que deixa o veículo sempre animado, pronto para uma acelerada mais forte. Há bastante disposição em caso de necessidade de uma ultrapassagem, por exemplo. Diferentemente da maioria dos modelos que usam esse propulsor no Brasil, o Tiguan é equipado com um tradicional câmbio automático. Mesmo assim, o gerenciamento se mostra satisfatório, com trocas rápidas e suaves. Nota 9.

Estabilidade – Apesar de ser um SUV, o Tiguan não é dos maiores. O que significa que tanto suas proporções, quanto suas dimensões são compactas o suficiente para deixar o carro ágil. Não há aquela sensação de estar dirigindo uma “banheira” como em alguns utilitários maiores. A suspensão bem calibrada e chassi acertado também contribuem para a performance do Tiguan. Nota 8.

Interatividade – Como em qualquer utilitário, a visibilidade dianteira é excelente. Atrás, as grossas colunas traseiras dificultam um pouco a visão do trânsito, mas não chega a ser uma falha grave. O sistema de entretenimento tem tela um tanto pequena para o tamanho do painel, mas seu funcionamento é intuitivo e o sistema tem funções interessantes. O volante é multifuncional com direito até a borboletas para trocas de marcha. Os ajustes elétricos do banco do motorista são opcionais. Nota 8.

Consumo – O InMetro não recebeu unidades do Tiguan para testes. A marca promete uma média de 8,4 km/l em um trajeto misto, idêntica à assinalada pelo computador de bordo. Nota 6.

Conforto – O espaço no Tiguan se assemelha a de um sedã médio. Ou seja, acomoda com conforto quatro pessoas, com bom espaço para pernas, ombros e cabeças. Sensação ampliada graças ao ajuste longitudinal do banco traseiro. Um quinto passageiro fica apertado no banco de trás. A suspensão tem calibragem correta e, junto com os pneus de perfil 55, absorve com competência as buraqueiras. Nota 7.

Tecnologia – O Tiguan traz um motor forte e eficiente aliado a uma eficiente transmissão automática de seis velocidades. O “recheio” também agrada, mas a maioria dos equipamentos mais interessante fica reservada para a lista de opcionais. A plataforma foi inaugurada em 2003, na quinta geração do Golf. Já não é das mais modernas entre os concorrentes. Nota 7.

Habitabilidade – O SUV da Volks até é altinho, mas não chega a ser algo que atrapalhe a entrada e saída do modelo. Por dentro, o banco traseiro com ajuste longitudinal ajuda na melhor acomodação dos passageiros. A oferta de porta-objetos é boa e o porta-malas de 470 litros fica na média do segmento. Nota 7.

Acabamento – É um dos pontos positivos do modelo alemão. O Tiguan traz um interior com encaixes corretos e uma – mesmo que pequena – dose de requinte, conseguida através dos apliques cromados, plástico emborrachado e acabamento em couro. Nota 8.

Design – Apesar de ser um carro bem resolvido esteticamente, o Tiguan é um daqueles modelos que passa discretamente pelo trânsito urbano. As linhas retas, semelhantes ao resto da linha da Volks, são sóbrias e pouco ousadas. Ao menos, é um design balanceado e equilibrado. Nota 7.

Custo/benefício – Se for comparar apenas o preço inicial de R$ 110 mil, o Tiguan já fica um pouco acima de concorrentes como Chevrolet Captiva e Honda CR-V. O problema é que para se tornar realmente um carro premium, o utilitário da Volks precisa de muitos opcionais, que elevam a conta final para mais de R$ 130 mil, o que o deixa bem fora da briga. Ao menos é um carro cheio de qualidades, principalmente no conjunto dinâmico. Destaque para o excelente motor 2.0 TFSI de 200 cv que dá um desempenho até esportivo ao SUV. Nota 5.

Total – O Volkswagen Tiguan 2.0 TFSI somou 72 pontos em 100 possíveis.

Impressões ao dirigir - Por trás das cifras

Não é preciso muito tempo ao volante do Tiguan para notar que a combinação de um eficiente conjunto mecânico com um SUV de dimensões relativamente compactas traz muitos pontos positivos em termos dinâmicos. Muito por causa de seus diversos atributos mecânicos.

É o caso do motor 2.0 TFSI, sempre disposto e cheio de torque, da suspensão bem trabalhada e da tração integral. Estes elementos juntos conseguem dar uma natureza até esportiva ao Tiguan. As acelerações são vigorosas, sem hesitações. A transmissão automática de seis velocidades é outra que faz seu trabalho com competência – mas não sai muito disso.

Nas curvas, aparecem com mais clareza a tração nas quatro rodas e o chassi bem acertado. O Tiguan se mostra sempre na mão do motorista, com um comportamento neutro e até impressionante para um SUV. Jogam a favor também as dimensões dele. Não chega a ser um modelo pequeno, mas em ruas cada vez mais lotadas de carros, o Volks tem o tamanho viável. Não passa aquela sensação de exagero de muitos utilitários.

Por dentro, o Tiguan também agrada, mas não chega a se destacar. O acabamento é correto, apesar de carecer de um pouco de personalidade. A versão testada tinha os bancos forrados de couro, o que melhora o aspecto geral.

Quando equipado com todos os opcionais, a convivência com o Tiguan realmente agrada. Apesar da tela pequena, o GPS é rápido e preciso, o que melhora o seu uso. O Park Assist estaciona o carro sozinho, enquanto o teto solar panorâmico aumenta a sensação de amplitude do interior.

Outros detalhes como os ajustes elétricos do banco do motorista e os faróis de led são outros detalhes que transformam o Tiguan em um dos melhores utilitários médios a disposição do mercado. Mesmo que a etiqueta de preço jogue contra.

Ficha técnica - Volkswagen Tiguan

Motor: Gasolina, dianteiro, transversal, 1.984 cm³, quatro cilindros em linha, quatro válvulas por cilindro e comando duplo de válvulas no cabeçote. Injeção direta de combustível, acelerador eletrônico e turbocompressor com intercooler.

Transmissão: Câmbio automático sequencial de seis velocidades à frente e uma a ré. Tração integral. Oferece controle eletrônico de tração.

Potência máxima: 200 cv a 5.100 rpm.

Aceleração 0-100 km/h: 8,5 segundos.

Velocidade máxima: 207 km/h.

Torque máximo: 28,5 kgfm entre 1.700 rpm e 5 mil giros.

Diâmetro e curso: 82,5 mm x 92,8 mm. Taxa de compressão: 9.8:1.

Suspensão: Dianteira independente do tipo McPherson, com molas helicoidais, amortecedores hidráulicos e barra estabilizadora. Traseira independente do tipo Fourlink, com braços sobrepostos, molas helicoidais, amortecedores hidráulicos e barra estabilizadora. Oferece controle eletrônico de estabilidade de série.

Pneus: 235/55 R17.

Freios: A discos ventilados na frente e sólidos atrás. Oferece ABS e EBD.

carroceria: Utilitário esportivo médio em monobloco, com quatro portas e cinco lugares. Com 4,42 metros de comprimento, 1,81 m de largura, 1,66 m de altura e 2,60 m de entre-eixos. Oferece airbags duplos frontais, laterais dianteiros e do tipo cortina.

Peso: 1.585 kg com 645 kg de carga útil.

Capacidade do porta-malas: 470 litros.

Tanque de combustível: 63,5 litros.

Produção: Wolfsburg, Alemanha..

Lançamento mundial: 2007

Lançamento no Brasil: 2009.

Reestilização: 2011.

Itens de série: Ar-condicionado de duas zonas, airbags frontais, laterais e de cortina, ABS, EBD, controle de estabilidade e de tração, rádio com tela touchscreen, freio de estacionamento elétrico, trio elétrico, sensor de chuva e luminosidade, bancos parcialmente revestidos de couro Alcântara, volante multifuncional, display colorido do computador de bordo, conexão Bluetooth e para iPod no rádio e detector de fadiga.

Preço: R$ 110 mil.

Opcionais: Partida por botão, Park Assist, GPS, faróis bi-xenon com led, bancos de couro, ajuste elétrico do banco para o motorista, rodas de 18 polegadas e teto solar panorâmico.

Preço completo: R$ 132 mil.

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