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Tipos de carrocerias pouco aceitas no Brasil 11 Out 2012
Tipos de carrocerias pouco aceitas no Brasil

Sem dúvida alguma, o que mais vimos nas ruas do Brasil são hatchbacks pequenos e médios como Gol, Celta, Palio, Clio, Uno, Fiesta, Agile e Focus e sedãs dos tamanhos mais variados, como por exemplo, Classic, Logan, Corolla, Civic, Azera, BMW 328i.
Há cerca de 10 anos, com a chegada do Eco, os “SUVs” também começaram a povoar as ruas. Temos Tucson, Duster, Sportage, ix35 e maiores como Pajero Full, Santa fe, Mohave e Pathfinder. Também são comuns picapes pequenas como Saveiro e Montana e médias como S10, Ranger, Frontier e Amarok.
Mas e os conversíveis, cabriolets, cupês, peruas, targas…? Veremos aqui 10 tipos de carrocerias que não são tão populares no Brasil atualmente e citaremos exemplos de modelos que se enquadram nelas.
Conversível



Popularmente nos referimos assim a todos os carros sem teto fixo. Porém, indo buscar mais a fundo a definição, tecnicamente o termo se aplica corretamente aos veículos de teto removível ou retrátil que possuam as estruturas das janelas laterais e nos quais os vidros das portas dianteiras abram e fechem normalmente, de modo que o veículo com a capota fechada seja “convertido” em sua versão tradicional. A capota também deve ficar totalmente escondida quando aberta para que o carro seja um conversível autêntico.
Exemplos? O novo Golf europeu, BMW 120i e Chrysler Stratus em suas versões sem teto fixo e Monza e Del Rey transformados por Sulam e Envemo. Curiosidade: já existiram carrosconversíveis com quatro portas, como o Lincoln Continental de décadas passadas.
Cabriolet


Também chamados “cabrios” para encurtar a palavra, estes modelos se diferem dos conversíveis pelo fato de a capota, quando aberta, não ficar totalmente escondida e pelo fato de contarem com o santantônio como proteção. Sim, isso mesmo: Kadett e Escort nacionais foram cabriolets e não conversíveis.
Atualmente, os carros com teto rígido dobrável como BMW 335i, Peugeot 208 CC e 308 CC são chamados de Coupé-Cabriolet, pois ficam iguais a um cupê com a capota aberta e têm o santantônio embutido, embora a capota fique 100% escondida.
Nestas definições sempre haverá controvérsias. Além disso, existem os Roadsters (ou spiders) para se referir a carros sem capota com apenas dois lugares, como Mazda Miata, PorscheBoxter, Mercedes-Benz SL (que eu jurava ser um conversível) e BMW Z4.
Targa



Esta carroceria foi criada pela Porsche, quando lançou o 911 Targa. Os americanos gostaram e a GM também teve Corvette e Camaro nesta configuração. No Brasil, tivemos o Miura Targa nos anos 80. A Ferrari chegou a trazer algumas 348 Targa para o Brasil.
Os targas são veículos onde apenas a parte do teto acima dos passageiros pode ser removida manualmente, podendo ser guardada em um compartimento específico acima do porta-malas ou dentro dele. Nos targas, as janelas laterais e traseiras são fixas.
Hatchbacks grandes


Engana-se quem pensa que carros do tipo hatch são apenas pequenos e populares. Aqui no Brasil, temos esta impressão, devido ao menor número de opções que as montadoras sempre nos ofereceram, comparando-se com as oferecidas na Europa.
Um exemplo claro deste tipo de carroceria é o Renault Laguna, com seu amplo vidro que se levanta com a tampa do porta-malas. Nosso Santana (Passat na Europa) teve esta opção, bem como todas a gerações de Vectra e seu sucessor Insignia. Em geral contam com limpador traseiro.
Um outro tipo de carrocería que nos é familiar, embora não seja um hatchback puro, é a do VWPassat nacional fabricado até 1988, na verdade um fastback, por possuir vidro traseiro fixo, como um sedã. O Mustang Eleanor de 60 segundos também é um fastback. Assim como Saab900 e 9-3.
Nos últimos tempos, temos visto, principalmente nos sedãs coreanos como Sonata e Optima, uma certa “homenagem” aos hatchbacks grandes, que, além de belos e versáteis são bem aerodinâmicos.
Cube Cars



Em geral são carros pequenos que fazem a cabeça dos jovens japoneses, principalmente, embora tenham fãs na Coreia e Estados Unidos. Lembram um Kia Soul sem arredondamentos, puramente quadrados. Todas as marcas japonesas oferecem carros assim. São exemplosHonda Element, Scion xB (marca jovem da Toyota nos EUA) e Nissan Cube.
Microcarros


O Japão é um arquipélago, um conjunto de ilhas. E espaço físico lá é caso sério. Tanto que para comprar um carro, primeiro é necessário comprovar na loja ou concessionário que você tem onde guardá-lo. E para quem precisa de um carro mais como um meio de transporte funcional e econômico, existem os Key-cars, que na prática são microcarros com capacidade cúbica de até 650 cm3, com isenção de alguns impostos e, melhor: não exige comprovação de garagem.
Toda marca tem pelo menos um modelo como este no mercado. A Toyota usa a marca Daihatsupara nomear os seus key-cars. Exemplos: Daihatsu Move, Suzuki WagonR, Suzuki Alto, HondaLife, Nissan Clipper, Mitsubishi eK, Subaru Stella e Mazda AZ Wagon. O que temos mais próximo do conceito por aqui é o Smart com motor 1.0 Turbo, que pode ter versão Cabriolet.
Station Wagons ou Peruas


Dispensam apresentações quanto ao formato e mesmo exemplos, uma vez que estão entre nós a décadas, embora SUVs, crossovers e minivans têm ocupado o espaço das mesmas há uma década. Para se ter uma ideia, a Parati saiu de linha de fininho.
E da Palio Weekend não se tem certeza que ganhará nova geração. Não se pode chorar pelo leite derramado, mas lamento o fato de não termos tido Golf, Astra, Focus e Vectra em versão Station Wagon quando estes ainda eram fabricados em nosso território. A linda Cruze SW, criada para mercados como o Europeu em que peruas são rainhas, é uma esperança para nós.
SUVs gigantes derivados de picapes


Assista a filmes como BadBoys, seriados como 24h com Jackie Bauer e cansarás de ver enormes e poderosas Chevrolets Suburban em preto reluzente. No entanto o “carro oficial dos Federais” pode ser comprado por famílias numerosas. E conta com versão GMC, a Yukon. Fordtambém têm seu exemplar, a Excursion.
Esses carros têm conforto e status e não raro ganham versão Limousine. Por aqui vieram algumas via importação independente, com motores V8 Turbodisel ou Gasolina. Já existem versões híbridas das gigantonas, em era de crescente preocupação ambiental. O mais próximo que tivemos aqui foram Grand Blazer e Veraneio. E as transformações da empresa paranaense Tropical Cabines com base em Ford F250 e Dodge Ram.
Picapes carga pesada



São as irmãs com carroceria das enormes SUVs citadas acima. Se você acha a (Dodge) RAM 2500 de seu vizinho um absurdo, saiba que acima dela ainda tem a 3500, com mesmo motor mas com maior capacidade de reboque, podendo puxar cerca de 12 toneladas. Chevrolet, GMC e Ford também têm suas “crianças”: Silverado HD 3500 e Ford F350 e F450.
Geralmente são “trucadas” como caminhões, ou seja, ficam com dois pneus traseiros de cada lado. Alguns texanos exageradinhos, no entanto, acham um jeito de colocar mais um eixo traseiro, de modo que a picape fique com 10 pneus ao todo. As opções de motorização, em geral são a gasolina ou turbodiesel V8 de 6 a 7 litros de capacidade cúbica. Chegaram a oferecer motores a gasolina de 10 cilindros até há alguns anos atrás.
Cupês médios e grandes com duas portas



Quem não nasceu até os anos 80 e 90 não conviveu muito com eles. Tivemos Ford Maverick,Dodge Dart e Charger, Chevrolet Opala, além de Monza e Santana, se considerarmos que os sedãs duas portas recebiam esta designação popularmente ainda que a linha do teto não fosse inclinada ou que suas colunas traseiras não fossem largas e terminassen junto às lanternas eliminando o terceiro volume (porta-malas).
Atualmente nos EUA, sedãs médios, médio-grandes e grandes ainda contam com esta versão. Por exemplo, Honda Civic, Hyundai Elantra, Honda Accord, Dodge Challenger, Audi A5,Mercedes Classe E e BMW Série 6.
E pra finalizar…
A preferência por certos tipos de carroceria muda com o tempo. Até o meio dos anos 1990 tínhamos sedãs como Versailles e Santana lançados primeiramente na sua versão duas portas para depois então ganhar a versão “executiva”. Hoje em a tendência se inverteu: o carro mais vendido do mercado, o Gol G5, não tem versão duas portas.
E para justificar o atual desprezo pelos outros tipos citados aqui nesta matéria, há várias razões: desde preço alto, baixo volume de vendas, conservadorismo, preconceito, medo de perder dinheiro e…você quem dirá se existem outras. Quais outros motivos justificam, na sua opinião, leitor, não termos mais carros médios conversíveis e cabriolets em nosso país tropical? Ou hatchbacks grandes e cupês?
 

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